Tratamento da crise de asma em crianças no Hospital Pequeno Príncipe
O serviço de Emergência do Hospital Pequeno Príncipe, inicia a utilização do aerossol dosimetrado com 100 mcg de salbutamol por jato mais espaçador nas crises de asma.
Este consiste do Protocolo da Sociedade Brasileira de Pneumologia (2006) para o tratamento da crise de asma em crianças e do trabalho da colega plantonista
Dra Fernanda Góis, no período da Residência no Serviço de Pneumologia do Hospital Pequeno Príncipe, intitulado TRATAMENTO DA CRISE AGUDA DE ASMA NA CRIANÇA:nebulizadores versus inaladores dosimetrados (Góis FHLS, Riedi CA, Kussek PC, Strachman R, Tanaka MC, 2009). Tendo por base estes trabalhos o grupo de Pneumologia do Hospital Pequeno Príncipe foi estabelecido como rotina 4 jatos do aerossol (400 mcg de salbutamol) como substituto da nebulização com fenoterol, independente da idade da criança, podendo chegar a no máximo 5 jatos (considerada dose para adultos segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia, no consenso para o tratamento da asma de 2006. O Serviço de Enfermagem passou por treinamento específico a fim de, além da administração do aerossol em ambiente hospitalar, realizar atividade de educação para o tratamento da asma às mães.
Na prescrição devem constar:
“Inalação com aerossol, quantidade de jatos e intervalo de tempo entre os mesmos”.
Coordenação Médica da Emergência do Hospital Pequeno Príncipe - Serviço de Pneumologia do Hospital Pequeno Príncipe.
Dr. Nilton Kiesel, Dr. Victor Horácio de Souza Costa Jr, Dr. Paulo Kussek
Abaixo, material relacionado, com demais informações:
TRATAMENTO DA CRISE AGUDA DE ASMA NA CRIANÇA:
Nebulizadores versus inaladores dosimetrados Góis FHLS, Riedi CA, Kussek PC, Strachman R, Tanaka MC
RESUMO: A asma é a doença crônica mais frequente na infância. No tratamento da crise aguda, os broncodilatadores administrados com inalador dosimetrado associado a espaçador são tão eficazes como a nebulização convencional. Objetivo: Comparar a eficácia de inaladores dosimetrados associados a espaçadores e sua equivalência ou superioridade aos nebulizadores convencionais de jato na administração de salbutamol | fenoterol no tratamento da crise aguda de asma leve e moderada em crianças. Material e métodos: Foi avaliada uma amostra de conveniência de crianças em crise de asma leve a moderada, alocadas aleatoriamente em dois grupos de tratamento, de acordo com dispositivo inalatório utilizado para administração de β2-agonista de curta duração (inaladores dosimetrados associados a espaçadores – grupo IDE e nebulizadores convencionais de jato – grupo NEB). Os parâmetros utilizados para comparação entre os grupos foram agrupados em tabelas de pontos (escore) e consistiam em sinais clínicos usados na avaliação da gravidade da crise asmática. Como dados adicionais, avaliou-se a necessidade de corticóide durante a primeira hora do tratamento, bem como necessidade de internação, e o grau de satisfação dos acompanhantes em relação ao tratamento. Cada criança usou β2-agonista em doses repetidas a cada 20 minutos de acordo com dispositivo inalatório utilizado e avaliadas no período de 1 hora. Quando a crise persistia moderada era repetido tratamento com β2-agonista e acrescentado corticóide oral. A participação das crianças era concluída após a terceira dose de β2-agonista. A dose da medicação administrada foi 400 μg de salbutamol para o grupo IDE e 0,25 mg/Kg de fenoterol para o grupo NEB. Resultados: Participaram do estudo 58 crianças com idade de 2 a 12 anos. Cada grupo abrangeu 29 crianças. Os grupos não diferiram demograficamente e emrelação à pontuação clínica no momento da admissão no departamento de emergência. O sucesso (escore clínico ≤ 4) após a primeira hora foi 96,5% (28/29) no grupo IDE e58,5% (17/29) no grupo NEB (p = 0,001). Alterações da freqüência cardíaca foram 2 maiores no grupo NEB, no final da primeira hora (p = 0,003). O grau de satisfação das famílias foi maior no grupo IDE por ser esta técnica mais fácil de realizar e com menor tempo de permanência hospitalar. Conclusão: Os inaladores dosimetrados associados a espaçadores têm maior eficácia na resposta clínica do tratamento das crianças em crise aguda de asma leve e moderada. Também foi observado menor efeito colateral com o uso do salbutamol (aerossol) administrado por este dispositivo.
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