Esfriamento diminui dano cerebral de bebês
Esfriamento diminui dano cerebral de bebês.
Traduzido e Adaptado por Paulo R. S. de Bittencourt em 12 de Outubro de 2009 - Equipe Unineuro - www.unineuro.com.br
Bebês que são privados de oxigênio durante o nascimento tem um risco muito menor de danos cerebrais se receberem uma leve indução de hipotermia, uma pesquisa recentemente publicada sugere.
Mais de 300 bebes foram envolvidos numa pesquisa em 33 hospitais na Grã-Bretanha e em outros cinco países.
Os pesquisadores chegaram à conclusão que bebes que sofreram perdas de oxigênio tinham 57% mais chances de sobreviver se seus corpos sofressem, também, um leve esfriamento.
As descobertas foram publicadas no New England Journal of Medicine
A temperatura corpórea dos bebes foi reduzida a perto de 4C com o uso de um colchão fluido por baixo de seus lençóis.
Os médicos não tem absoluta certeza do porque esse esfriamento ajuda, mas pensam que ao barrar seu metabolismo, reduzem os choques e traumas pós-parto, dando ao cérebro tempo para se recuperar.
Com fome de oxigênio
Dr. Denis Azzopardi, do Imperial College de Londres, que liderou a pesquisa, disse: “O estudo se basea num conjunto de pesquisas de 20 anos atrás mas comporta, pela primeira vez, prova irrefutável de que o esfriamento pode ser eficiente na redução dos danos cerebrais após a asfixia do parto.”
“Por mais que não funcione em todos os casos, nosso estudo mostra que a proporção de bebes que sobrevive sem sinais de danos cerebrais foi de 28% à 44% com os tratamentos utilizados – o que significa um aumento de 57%.”
Carmel Bartley, do instituto Bliss, disse: “Essa é uma pesquisa que é muito bem recebida numa área que é conhecida por salvar vidas. Hipotermia de bebes com asfixia nos partos é uma técnica inovadora que já vem sendo utilizada em alguns centros neonatais.
"Esse é um tratamento de especialistas que gostaríamos de ver sendo utilizado mais largamente para assegurar melhores partos para nossos bebes vulneráveis."
A pesquisa envolveu 325 bebes que foram privados de oxigênio durante o parto.
Metade deles teve sua temperatura corpórea reduzida a 33-34C durante 72 horas seguidas de um gradual reaquecimento na ala intensiva. A temperatura corpórea considerada normal é de 37C.
O estudo recebeu aproximadamente £1m em fundos do Medical Research Council e outros hospitais na Grã-Bretanha, entre outros centros neonatais na Suécia, Finlândia, Hungria e Israel..
A filha de Becca Gallogly, Emma, é um dos bebes no grupo que passou pelo tratamento.
Emma é uma menina brilhante e ativa de 4 anos de idade mas quando nasceu ela ficou gravemente doente após sofrer perda de oxigênio.
Becca diz que sente muita sorte que sua filha esteja bem: “Todo dia eu agradeço às minhas estrelas da sorte por termos tido a sorte que tivemos.”
“Pela primeira vez em dois anos de sua vida nós sentimos que estávamos jogando tudo fora por estarmos tão ansiosos para ela encontrar seu próximo passo e vermos como ela se sairia.”
"Estávamos procurando por problemas e felizmente não havia nenhum.”
A data da pesquisa será agora acessada pelo National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) de modo a descobrir se a técnica poderia ou não ser arrolada para os centros neonatais.
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