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Osteoporose em esclerose múltipla, um risco aumentado



Osteoporose em esclerose múltipla

Traduzido e Adaptado por Paulo R S de Bittencourt

Andrew P Hearn1 and Eli Silber2* First published on June 15, 2010 Multiple Sclerosis 2010, doi:10.1177/1352458510368985

Fraturas resultantes de osteoporose representam a principal causa de morbidade e mortalidade no mundo desenvolvido. Pessoas com esclerose múltipla tem mobilidade reduzida e são suscetíveis a quedas. Uso de glicocorticóides são conhecidos fatores de risco para osteoporose. Este artigo é uma revisão da osteoporose em pessoas com esclerose múltipla, olhando para a sua prevalência, fatores de risco e possíveis mecanismos. Revisamos também orientações de gestão para a osteoporose na população geral e usamos essas diretrizes para a gestão da osteoporose entre pacientes com esclerose múltipla. Vários estudos examinaram a incidência de reduzida densidade mineral óssea entre as pessoas com esclerose múltipla, a maioria apresentou provas convincentes de que a densidade mineral óssea é significativamente reduzida em pacientes com esclerose múltipla. A maioria dos fatores de risco parecem surgir do processo de doença crônica, de esclerose múltipla e não do uso de glicocorticóides. De momento não existem orientações ou consenso quanto à melhor forma de tratar a osteoporose entre pacientes com esclerose múltipla apesar de representarem um risco aumentado. Propomos um algoritmo para a detecção e tratamento da osteoporose em pessoas com esclerose múltipla.