Morte cerebral: revisão da Academia Americana de Neurologia
Morte cerebral: revisão da Academia Americana de Neurologia
NEUROLOGY 2010;74:1911-1918
© 2010 American Academy of Neurology
Traduzido e Adaptado por Paulo R S de Bittencourt
Objetivo: Proporcionar uma atualização da orientação de 1995 da Academia Americana de Neurologia no que diz respeito às seguintes questões: Existem pacientes que preenchem os critérios clínicos de morte encefálica, com respectiva recuperação da função neurológica? O que é um período de observação adequado para garantir que a cessação da função neurológica seja permanente? São movimentos motores complexos que falsamente sugerem mantido o funcionamento do cérebro, às vezes observado em morte encefálica? Qual é a segurança comparativa de técnicas para a determinação de apnéia? Existem novos exames complementares que identifiquem com precisão os pacientes com morte encefálica?
Métodos: Uma busca sistemática da literatura foi realizada e incluiu uma revisão do MEDLINE e EMBASE de janeiro de 1996 a maio de 2009. Os estudos foram limitados a adultos.
Os resultados e recomendações: Em adultos, não há relatos publicados de recuperação da função neurológica, após um diagnóstico de morte encefálica utilizando os critérios revisados em 1995 da Academia Americana de Neurologia como parâmetro e prática. Complexos e espontâneos movimentos motores e falso-positivos desencadeamentos podem ocorrer em pacientes que tiveram morte cerebral. Não há evidência suficiente para determinar o período de observação minimamente aceitável para assegurar que as funções neurológicas cessaram de forma irreversível. Difusão da oxigenação para determinar apnéia é seguro, mas não há provas suficientes para determinar a segurança comparativa das técnicas utilizadas para o teste da apnéia. Não há evidência suficiente para determinar se novos exames complementares precisam confirmar a cessação de funções do cérebro inteiro.
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